quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Quando o amor chegar

        
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        Ele não vem com placa dizendo quem é. Ele não vem acompanhado de carro de som avisando em alto e bom som que está a caminho, ele simplesmente chega. Incrível e incontrolavelmente ele chega, sem dia e hora marcada, quando você menos esperar, o amor vem.
         E aí é o momento de você entender que não há nada que você faça, ele chegará, você estando preparada ou não, ou mesmo achando que não é para você. Ele estará ali, todo seu.
       Por muito tempo pensei como reagiria quando percebesse que o amor realmente havia chegado. E sentia medo de não perceber, e simplesmente deixar escapar. Não, eu não imaginava aquelas cenas de filmes em que eu estaria em uma avenida, andando distraidamente e de repente trombaria em alguém e simplesmente ocorreria a troca de olhares, e como um passe de mágica, nos descobriríamos ali um na frente do outro. Nem mesmo imaginei que ele surgiria junto com aquele aluno mais ‘nerd’ da minha turma da faculdade.  Eu apenas pensava que distraída do jeito que sou, iria com toda certeza passar pelo amor, dar um sorriso e seguir em frente. E ao invés de me permitir sentir, temi.
         As coisas não acontecem como encanto. Na verdade acredito que na maioria das vezes encontramos pessoas especiais em situações inusitadas, ou em lugares tão triviais que chegamos a duvidar que aquilo está acontecendo. Já me encantei por alguém em uma fila para comprar um lanche, já me senti atraída pelo rapaz de óculos na festa, já me apaixonei por alguém mais novo, já amei aquele carinha que surgiu pela internet e que simplesmente invadiu a minha vida. Porque o amor é assim, ele não avisa, ele simplesmente chega.
         E depois dessas experiências aprendi que não adianta sonhar com amores ‘shakespereanos’, ou pensar que o amor vai chegar como um herói, que chega para tirar sua vida de um mar de coisas sem graças. O amor não frequenta grandes festas o tempo todo, ele não se veste da melhor maneira. Ele se infiltra na sua rotina, naqueles lugares que a gente às vezes é obrigado a ir todo dia, porque é lá que ele precisa estar para ser percebido por você.
         Por isso que digo, o amor...ahhh o amor... vai estar bem ali, naquele seu amigo tímido, ou na mesa ao lado do barzinho tomando uma cerveja, trancando seu carro no trânsito, ou cedendo a vez a você na fila. E nem se preocupe, você não vai estar bem vestida, nem com o cabelo arrumado. Talvez esteja até sem dinheiro e por isso estressada. Ou talvez ele chegue e você esteja naquela festinha dançando toda desengonçada.
         Mas não se preocupa com essas coisas, deixa que a trilha sonora seja feita pelo o amor, não importa se o cenário não é bom, o amor sabe o que está fazendo. Apenas não abra apenas os seus olhos, abra também seu coração. E quando ele chegar diga que bom que você chegou, entre, seja bem vindo e fique à vontade. 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

O inesperado é o que nos move


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   Nada de expectativas. Quem disse isso? E se eu quiser? Pois é, nos deparamos sempre com essa dúvida de criar expectativa ou não. E não importa o que você vai fazer, seja prestar um concurso ou ir para um primeiro encontro, não tem jeito, somos movidos a esse sentimento chamado expectativa. Não tem como não esperar das coisas, não tem como não pensar como será.
   Há quem diga que se houvesse uma lista das piores coisas a se acreditar na vida, com certeza a expectativa que criamos diante das coisas viria ali, empatadinha com Papai Noel. Tudo bem, eu entendo que você já se frustrou tanto que prefere viver se convencendo de que é capaz de ser uma pessoa zero expectativa. Mas sinto muito, nem sempre isso funciona. O ser humano às vezes parece que precisa dessa magia de pensar, nem que seja por segundos, naquilo que ele pretende fazer, na pessoa que está conhecendo, no plano que está tecendo.
  Mas vamos lá. Você já pensou que nem tudo é como a gente espera ou planeja? E que nós, pobres seres humanos, agimos por instintos, somos movidos a ações e emoções, ou seja, nada previsíveis. Dessa forma, não seria mais interessante tentar não criar expectativas? Afinal de contas, o máximo que vai acontecer é você ser surpreendido.
   Vou usar uma história minha para ilustrar. Quem me conhece sabe que eu adoro brownie, e que em todo lugar que eu vou, que tem esse doce, eu provo. Me considero uma profunda conhecedora da causa...Ok. Vamos ao que interessa. Bem, em certa viagem, fui a uma confeitaria famozérrima, de um carinha que tem direito a programa digno de Discovery Home&Health. Pedi claro, um brownie, e tinha todas as expectativas e certezas que seria o brownie mais delicioso que provaria. Sentimento na real? Decepção. Era bom, mas não era essas coisas todas. Me frustrei. Sim, a historinha pode ser sem graça, mas faz sentido. Quando você associa que a vida é assim, uma eterna criação de expectativas para tudo. E que em muitas vezes nós podemos sofrer com as decepções.
  Então vamos combinar, ser surpreendido é muito melhor do que ser frustrado. Não temos como determinar as atitudes das outras pessoas, não temos como saber se aquele lugar especial que você escolheu para viajar, vai ser realmente a viagem dos seus sonhos. Não é ‘pecado’ criar expectativas, eu até digo que esperar algo daquilo que nos propomos a fazer nos mantém vivos, firmes em um foco. Mas esperar algo, é só o início das coisas, é só o começo. É justamente o inesperado que nos surpreende, e muda as nossas vidas.

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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Nada além da verdade

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   Somente a verdade, nada além da verdade. Quem nunca pensou que da vida e das pessoas sempre esperou isso, que atire a primeira pedra. Vivemos nesse mar de ilusões de sempre esperar o melhor de todos, e de sempre querer saber de tudo. Mas há quem pense o contrário, acreditando que aquilo que recebe já é o bastante, e que muitas vezes ocultar fatos ameniza sofrimentos.
   Sinto dizer, mas pensar assim é viver se enganando. Quantas vezes ocultei sentimentos para evitar sofrimentos? E o que me aconteceu? Sofri. A nossa vida é assim. Constantemente estamos fazendo escolhas, e esperando que elas sejam as mais certas. Mesmo que para isso precise silenciar seus desejos. Ocultar seus impulsos de vida.
   Porém, ninguém gosta de viver ocultando sentimentos, ou ouvindo mentiras. Não gostamos de mentiras que nos contam por piedade, para não nos machucar. A dor da descoberta é sempre maior. Então, prefiro escolher que sempre sejam sinceros e verdadeiros comigo, e depois eu decido se vai doer ou não.
   Ocultar coisas nos deixa vulneráveis, frágeis demais para encarar o mundo. E sempre abre brechas para perdermos confiança em quem de certa forma quis “nos poupar”. A nossa vida é feita disso, de momentos de glória, e de momentos em que precisamos chorar. E neles nós também aprendemos. Aprendemos a lidar com os outros, nos conhecemos, conhecemos nossos limites, aprendemos a lidar com as emoções, e crescemos.
   Por isso afirmo, ser sincero não é causar dor. Não é ser grosseiro. É apenas escolher pela verdade, pois maquiar a realidade não é saudável, e não faz feliz. Já ouvi muitas vezes a frase que diz que “a verdade dói”, será? Será que o que dói é a realidade por trás daquilo que a verdade nos trouxe a tona? Será que vale a pena proteger alguém de um dano causando outro?
   Então não sejamos idiotas com os sentimentos. Quem disse que o que você não sabe não pode te magoar, não sabe o que é a pior sensação do mundo. Por isso, somente a verdade, na além da verdade.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Essa mania de não saber expressar sentimentos

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Sim, eu tenho uma grande dificuldade em expressar meus sentimentos. O que me consola? Saber que não estou sozinha nessa. O que me preocupa? Saber que em muitos casos estive sozinha por causa disso.
Sabemos que é bem difícil adivinhar o que se passa na mente, e mais ainda no coração, das outras pessoas. Sabemos também que nossas atitudes, mesmo que discretas, dizem muito sobre o que sentimos de verdade. Mas que mal há em ser sincero o bastante para expressar o que se sente? Por que deixar sempre que o medo seja o guia de tudo?
Eu sempre achei interessante esse jeito estranho que temos de demonstrar certas coisas expressando exatamente o contrário do que sentimos. A garota que tá afim do rapaz, mas que ao invés de querer demonstrar com carinho e atenção, resolve seguir aquela história de que “quem desdenha quer comprar”, e age com frieza, numa tentativa louca de assim chamar a atenção. Desculpe amiguinha, mas num mundo cheio de opções, pode ser que isso não cole. Então para!
Não vou ser extremista também e dizer que, só porque você não fala dos seus sentimentos não implica dizer que não está investindo em alguém. Como falei, gestos são formas de expressão. Porém, palavras são confirmações.
Entendo que com o tempo, nos enchemos de tantas cicatrizes que acabamos nos limitando. Nos privamos de falar, de viver, de sentir, a cada vez que aquela cicatriz nos lembra que houve dor em algum momento. Evitar sofrimento é o que nos impede de querer viver novas histórias, e consequentemente, nos impede de ser feliz.
Eu não preciso dizer um enorme EU TE AMO para que o outro saiba que há amor. Eu não preciso conversar uma hora inteira para que se demonstre que há sentimento. Porém, eu preciso saber sentir, para assim saber expressar. Eu preciso estar certo do que sinto para que o outro reconheça em mim aquilo que é tão difícil de falar.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Precisamos ficar atentos aos sinais

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Dia desses estava meio sem ter o que fazer (um milagre que às vezes acontece comigo) e decidi entrar no Netflix para ver o que tinha de bom. Decidi assistir a uma série que vi estar sendo bem comentada nas redes, a 13 Reasons Why, ou em nossa tradução bem brasileira, Os 13 Porquês.
Esta é uma série bem diferente, baseada no livro de Jay Asher, e que trata de temas bastante delicados: o bullying e o suicídio. 13 Reasons Why conta a história de Hannah Baker, uma adolescente de 17 anos que encontra no suicídio a única forma de enfrentar seus problemas. A grande questão é que tal ato é impulsionado por uma sequência de bullying’s sofridos pela personagem. E para cada um deles ela denomina como uma razão que a levou ao suicídio. Já com sua decisão tomada, Hannah grava cada um desses atos para que os agentes de suas dores possam ficar sabendo, e como uma tentativa de vingança, se sentirem culpados pelo seu trágico fim. Defino aqui que 13 Reasons Why é uma série triste, difícil em alguns momentos de assistir, pois nos leva a pensar em pessoas que convivemos e o quanto elas podem estar passando por situações difíceis, e que nós não somos capazes de perceber.
Falar dessa série é se colocar para refletir sobre coisas tão atuais na nossa sociedade que já viraram quase que rotina em nossas vidas, mas que precisam ser mudadas: o bullying, o machismo, a criação de boatos, a violência sexual, o prazer em denegrir a imagem dos outros, o desejo incessante de sair compartilhando tudo o que se vê, sem pensar nas consequências que isso pode trazer na vida dos envolvidos. Precisamos parar de pensar que a nossa forma de enfrentar os problemas é igual para todo mundo. É preciso se colocar mais no lugar do outro, pensar mais nas nossas atitudes. É preciso estar atento aos sinais.
Apesar de ter gostado bastante, cabe aqui um olhar crítico sobre a série. Devemos ter cuidado com o que ela pode causar na mente dos jovens, principalmente aqueles que de alguma forma poderão se identificar com a história de Hannah. O novo mal da juventude é a ansiedade, onde um pequeno deslize ou um fracasso diante de algo pode ser tornar um grande problema. E essa série pode repercutir, nesse sentido, de forma negativa. Estatísticas mostram que 800 mil pessoas tiram a sua própria vida por ano, e falar sobre isso da forma como a série trata, como uma única solução, pode impulsionar ainda mais aqueles que já possuem uma predisposição. Já que quando se está deprimido e começa a ver casos de suicídio, se pode passar a ter mais coragem para realizar o ato. Por isso, é preciso ter cuidado. O suicídio não pode ser jamais encarado como uma resposta aceitável para as dificuldades. É aí que a série se torna perigosa, pois não apresenta uma solução a não ser retirar a própria vida, principalmente quando mostra que pedir ajuda não dá em nada.
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“[…] a única opção é seguir em frente.”

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“Preciso seguir em frente e superar.”

Enfim, essa é uma série em que a personagem principal não pode jamais ser encarada como heroína. Talvez o jovem Clay Jensen possa assumir esse papel, pois buscou a transformação em si e nos outros. Vamos ter a sensibilidade de perceber que o mundo não se tornou melhor com a morte de Hannah, as dores se espalharam entre todos, e as atitudes ruins também. Mas sejamos atentos de igual modo as nossas próprias atitudes com os outros. Eis as grandes lições desta série. Quem somos ao lidar com os problemas alheios? O que podemos fazer por alguém? Ou ainda, o que deixamos de fazer? Escolha quem você quer ser.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Vamos falar de Mirella


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Na semana passada me vi, mais uma vez, chocada com uma notícia de um assassinato. Você, que agora está lendo esse texto pode pensar: Mas a violência anda tão grande, e notícias assim são tão constantes, que quase que estamos habituados a recebê-las. Sinto muito, mas jamais atingirei esse pensamento. E não foi uma morte qualquer. Foi mais uma mulher que teve sua vida interrompida, foi mais uma vítima do feminicídio. Se não está gostando do rumo desse texto pare por aqui. Espere algo que considere melhor e mais agradável de ser lido. Porque hoje falarei sim em favor das mulheres, e não silenciarei diante de tanta atrocidade.
Mirella, esse era o nome da jovem fisoterapeuta, de 28 anos, vítima de um capricho masculino: o prazer de achar que pode ter quem quiser. Muitos acharão que estou generalizando, mas é que uma hora cansa né, de ver o mesmo cenário se repetindo tantas vezes. Foi um ato covarde, violento e repugnante. A violência contra a mulher em muitos casos foi banalizada, dentro dessa sociedade repleta de ranços e costumes patriarcais, que o diga o tal do José Mayer, que acha que ter crescido numa cultura machista é desculpa para sair metendo a mão na genitália de alguém. E um tal de um BBB que só sabe se impor colocando o dedo no rosto dos outros e aos gritos. E o pior de tudo, é que sempre nos querem impor goela abaixo a culpa por tudo isso. Se a mulher apanha do marido, é porque gosta de sofrer. Se ela foi estuprada, é porque estava vestindo um decote grande demais.
Pergunto-me o que a Mirella fez então. Ah, acho que o “erro” dela foi ter nascido bonita ao ponto de despertar desejos no vizinho. Ei meu povo, vamos acordar. Quer você aceite ou não, o corpo e a beleza sempre serão da mulher, e não de quem ache que pode ter domínio sobre ela. Não será do pai que controla as saídas da filha, não será do marido que regula o comprimento da saia da esposa, não será da mídia que dita o padrão de beleza. É dela e ponto. E por ser dela, é óbvio que ela também decide com quem irá se relacionar, seja ele um vizinho, um amigo ou um carinha que acabou de conhecer na balada.
No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos. E muitas delas que vivem o horror disso, silenciam por medo de uma sociedade preconceituosa. Tantas outras vivem em um relacionamento doentio, que acha que por não apanhar dá para aguentar. Mulheres, a violência não está somente na bofetada. Está também nas palavras duras que se ouve, está na imposição de uma postura, está em você se anular pelo outro. É preciso dar um basta nos milhares de casos envolvendo tantas "Mirellas".
Encerro lembrando alguns pontos a quem chegou até o fim desse texto. Não é normal ser um babaca taradão que acha que pode passar a mão na bunda e ir beijando a força. Não é interessante o cara que acha que pode ter quem ele quiser e por isso não aceita levar um não. Lembrem-se sempre, para cada pessoa uma história, e você só fará parte da vida dela, se ELA QUISER.



sexta-feira, 31 de março de 2017

Abra a porta da vida


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Sempre vejo muita gente reclamando que as coisas estão difíceis, que não são capazes, que não podem, não sabem... É uma constante reclamação. Na verdade, é muita falta de vontade de encarar os desafios da vida. Não adianta reclamar, a vida vai continuar seu curso quer você caminhe junto ou não.
Se você quer chegar a algum lugar é preciso que caminhe, é preciso que se dedique. Seja ativo, busque sua felicidade. Desculpe, mas tenho que lembrar que ninguém fará isso por você. Não se limite por causa dos obstáculos, não se prenda porque alguma coisa não deu certo. Existirão outras oportunidades, novas pessoas surgirão em seu caminho. Apenas aceite, encare e siga.
Sabe aquela frase que diz “O tempo cura tudo”? Pois é, ele ajuda sim em muita coisa. Mas ele vai se arrastar demais se você apenas estiver esperando que as coisas passem. Por isso, é preciso agir, para que o tempo passe. Mas olha só, agir não significa usar todas as suas redes sociais e encher de status, histórias, snap ou qualquer nome que isso possa ter. Isso não é ter atitude, é quase que mostrar gratuitamente sofrimento e recalque. Seja mais seguro com seus sentimentos, diminua o “mimimi”, e pense no que fazer daqui para frente.
Repense suas atitudes antes de reclamar da vida. Ela pode até passar por situações ruins, mas a vida é boa demais para perdermos tempo com os deslizes. Aliás, encara o deslize como um propulsor para uma história nova. Acorde para o mundo, abra a porta da vida e seja feliz.

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