quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pé na estrada...


      Quem convive comigo sabe que meu sobrenome é VIAJAR. Isso mesmo, adoro estar com as malas prontas, e sentindo aquela expectativa de viver coisas novas, conhecer novos lugares (apesar de que as vezes repito locais também, por exemplo o Rio de Janeiro, acho que já virei uma cidadã carioca...rsrs...). Enfim, sou daquelas pessoas que considera viajar a melhor opção de lazer, e que adora planejar viagens, mesmo que não sejam as minhas. De uns anos para cá criei certa compulsividade por viagens, chegando ao ponto de estar em algum lugar já imaginando qual seria o próximo destino. E confesso que não sei nem explicar a sensação que me causa o barulho das turbinas de um avião prestes a decolar prontinho para me levar a um novo destino.

      Então para dar início a mais uma coluna do blog, o Por aí, que tal fazer um teste para saber se você também é louco (a) por viagens? Responda as questõezinhas abaixo e depois veja o seu resultado.

        1.       Qual a sua frase preferida?

a)      Eu te amo
b)      Vamos viajar?

      2.       Você costuma guardar?

a)      Mágoa
b)      Dinheiro para viajar

      3.    Você considera o dinheiro gasto em uma viagem:

a)      Uma despesa
b)      Um investimento pessoal

        4.       Julgue a frase: Dinheiro não compra felicidade.

a)      Verdadeira.
b)   Parcialmente verdadeira. Dinheiro pode até não comprar felicidade, mas dá para comprar passagens para viajar que dá no mesmo.

     5.       Complete a seguinte frase: Se você acha que pode me comprar saiba que...

a)      Não estou à venda.
b)   Adoraria uma passagem para qualquer país da Europa, ou para os Estados Unidos, ou para a Austrália...Mas pode ser também para Gramado, para lugares com praia, tipo Rio de Janeiro. Tipo, só estou dando ideias tá?!

         6.       Em relação aos feriados:

a)      Não sei quando são de verdade.
b)     Antes mesmo do ano acabar, já decorou os feriados do próximo ano, já calculando em quais dará para emendar e já planeja mentalmente as viagens.

        7.       Você acaba de chegar de viagem. É hora de:

a)      Desarrumar as malas.
b)      Programar a próxima viagem.

        8.       Quando costuma viajar?

a)      Nas férias.
b)      Sempre.

        9.       Você se considera um turista:

a)      Animado
b)      Curioso

        10.   Você usa o cartão de crédito para:

a)      Unicamente fazer compras.
b)      Comprar e claro, acumular milhas.


Vamos ao resultado? Para cada resposta “b” você calcula 10 pontos.

Se você fez até 30 pontos

Você até já foi picado pelo “bichinho da viagem”, mas milagrosamente ainda não foi infectado. Criou alguma espécie de resistência? Resultado: Você é só um simpatizante de arte de viajar. Precisa ainda de alguns estímulos.






Se fez de 40 à 50 pontos

Você está a um passo do lado de cá, o lado daqueles que se consideram loucos por viajar. Mais algumas viagens e entrará de vez ao time. Então não perca tempo, e comece a escolher seu próximo destino.








Entre 60 e 80 pontos

Realmente você já pode se considerar um dependente de viagens, sem muita chance de cura. Com certeza você é daquele que sempre busca programar as férias com antecedência para poder curtir o máximo dos locais que irá visitar.




Entre 90 e 100 pontos

Louco, muito louco, louquinhooooooooo por viagens. Sinto muito informar, você não tem mais cura.  É do tipo compulsivo, que acredita que a vida é mais bela porque tem vários lugares para visitar e não pensa muito na hora de gastar para isso.





     E aí? Gostou do seu resultado? Você tem alguma dúvida sobre qual foi meu? Comenta aí qual foi seu, e acompanha o blog que logo, logo trarei dicas de locais, orçamentos e melhor forma de viajar.











segunda-feira, 27 de junho de 2016

Dia especial...





“Se alguém te deu a mão e não pediu nada em troca, pense bem, hoje é um dia especial”. Concordo, e acrescento, pense bem, essa pessoa é especial. Muitas vezes, nos fechamos em nós mesmos, e não percebemos que existe alguém ao nosso lado que é capaz de fazer muito por nós, sem pedir nada em troca. Alguém que em gestos e palavras já demonstra o quanto se importa, do quanto quer estar ao nosso lado. Saiba, essa pessoa espera para fazer algo a mais por você, mas fica ali, apenas esperando uma chance, uma oportunidade de fazer diferente e SER A DIFERENÇA em sua vida. Ela vai dizer se cuide, fica bem, mas no fundo e pra si, está dizendo, posso cuidar de você e posso tentar te fazer bem. Ela é justamente a pessoa que faz o simples ser interessante, que tira o riso da sua boca, que te acalma e te dá forças, que te ouve uma ou mil vezes, mas ao final sempre diz: Não esqueça que eu estou bem aqui. Então abra seus olhos, se abra aos sinais, uma fala, uma música, um gesto, o silêncio... esqueça as regras que insistimos em nos impor numa tentativa louca de chamar a atenção. Deixemos de lado essa mania de não acreditarmos que a outra pessoa não gostaria de alguém como você, de que é melhor não arriscar pelo medo de perder o que já existe. Tem vontade de expressar seus sentimentos? Então os expresse, seja justo com o outro, seja correto com você. Esconder o que sente não te afasta do sofrimento de uma possível rejeição. Não tenha medo de arriscar. Vocês se dão bem? Por que não tentar saber como seria o algo mais? Enfim, você pode passar a vida inteira sem perceber que aquilo que procura esta bem na sua frente. Afinal, pra ser feliz vale se doar, se permitir, olhar além, pois “Não é sempre que a gente encontra alguém que nos faça bem”.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Uma ficção cheia de realidades


  Olá Pessoas, hoje trago para vocês mais uma coluna do meu blog: OPINEI. Aqui falarei sobre minhas visões sobre textos, livros, filmes, músicas e artigos. Para iniciar falarei dessa obra da Jojo Moyes - Como eu era antes de você
Já começo dando uma dica, não veja o filme (que já está nos cinemas) antes de ler o livro. Falo sobre o filme um pouco mais na frente.

O Livro




  Como eu era antes de você é uma obra que traz uma reflexão sobre a vida e a morte. O livro trata da história de Louisa Clark, jovem de 26 anos que não apresenta nenhuma grande ambição. Ela vive com os pais, a irmã, um sobrinho e um avô, que precisa de cuidados, em uma pequena casa. Namora há sete anos um jovem atleta chamado Patrick, e ao perder o emprego de garçonete em uma cafeteria se depara com a necessidade de buscar um novo emprego. É aí que a história realmente começa, quando ela se vê, mesmo sem qualificação alguma, tendo que cuidar de um tetraplégico, rico, inteligente e mal humorado, o Will Traynor.
  No início, o leitor se depara com um sentimento de que lerá uma história de amor, cheia de seus sentimentalismos, dramas e “momentos cor de rosa”. Porém, no desenrolar da história percebe que ficará diante da discussão de temas pertinentes e de uma reflexão sobre até onde pode se lutar por uma vida que não se considera mais como a sua, e até que ponto alguém pode interferir na decisão do outro, mesmo que ela seja a de tirar a própria vida.
  O livro se propõe, mesmo que em alguns momentos sem intenção, que o leitor se insira na história de uma forma que ele seja capaz de entender a vontade de Will Traynor de tirar a sua vida.  O Will, um homem que sempre viveu a vida de forma intensa, se vê totalmente dependente dos outros, o que o deixa triste e que o leva a tomar uma importante decisão, ir à clínica de eutanásia Dignitas, na Suiça. Talvez esse seja o tema mais forte do livro: O direito de tirar a própria vida. Em vários países essa prática é completamente ilegal, porém a discussão vai muito além da interferência de um dom divino, mas sobre como é a vida de um deficiente físico.
  O relato do livro sobre a vida de Will serve de reflexão sobre as diversas situações enfrentadas por milhares de tetraplégicos espalhados pelo mundo, como falta de estrutura, a fragilidade na saúde, o preconceito, os problemas físicos e emocionais. Ler o livro nos leva a aprender a direcionar o olhar para essas pessoas, dependentes e tão a margem de uma sociedade preparada para o movimento.
  Outra questão do livro está na forma como Lou encara o mundo, sem perspectivas, planos e ambições. Quantos jovens também vivem dessa forma mesmo sabendo que a sociedade tanto os exigem? Quantos jovens vivem apenas na comodidade pela simples falta de motivação? Lou também reflete uma realidade de muitas mulheres que se prendem a relacionamentos sem sentido apenas pela comodidade, se anulando, e vivendo a vida do outro.
  O leitor poderá ficar surpreso também com a presença de um tema bastante delicado, a violência contra a mulher. A personagem Louisa relata no livro a sua história de violência sofrida quando tinha dezenove anos. Tal fato, assim como vemos na realidade, marcou a vida de Lou, e a fez viver diversas situações constrangedoras. Porém, o personagem de Will, mesmo que de forma contrária ao que ele faz com sua vida, orienta Lou a não fazer com que tal acontecimento molde a forma como ela encara a vida.
  Jojo Moyes conseguiu transformar uma suposta comédia romântica em um livro repleto de discussões atuais. Ela mostra, sem máscaras românticas, a situação dos deficientes, e coloca em xeque até que ponto vale a vida quando não se acha que ela é a sua. A estratégia de iniciar o livro com um prólogo da vida de Will Traynor dá um ideia de como era a sua vivência, e o quanto a sua situação após o acidente merece ser entendida. Enfim, a obra deixa uma lição da capacidade que a generosidade tem na vida das pessoas.

O Filme

  O destaque para a versão cinematográfica da obra é a forma como as cenas procuraram refletir o que está no livro, e isso se deve pela presença da própria autora (Jojo Moyes) como roteirista do filme. Claro que muitos detalhes foram esquecidos, pontos chaves que explicam certos comportamentos dos personagens, mas isso já é normal em filmes que são baseados em livros. Por isso que disse, leia o livro antes de ir ao cinema.
  Não há nada de tão surpreendente na forma como a trama é conduzida pela diretora Thea Sharrock, na verdade ao assistir você percebe que as coisas estão apenas tentando se encaixar. Há uma certa correria nos acontecimentos, para que nos 110 minutos de filme tudo possa acontecer. O que dá uma certa frustração, já que muitos pontos que nos fazem entender os personagens são cortados. 
  O visual do filme é encantador, as locações são cenários perfeitos para o objetivo de cada cena e a trilha sonora também está de acordo com o sentimento que as cenas querem passar, na verdade ela consegue dar uma emoção a mais na cena,
  Temos a Emília Clarke no papel da Lou e o Sam Claflin como Will. Aqui merece uma observação sobre a atuação da Emília, que transformou a Louise em um personagem extremamente caricato, com todo um exagero de expressões, que causa até uma certa dúvida se aquilo tudo é realmente necessário. Já o Sam Claflin desempenhou muito bem o papel do rico, bonitão e amargo Will Traynor. Outra dica, não veja o filme dublado, a dublagem brasileira está simplesmente irritante, pois transformou a Lou em uma personagem boba demais. Um ponto interessante é que o filme trouxe um ar mais cômico do que o livro supõe. Talvez uma estratégia de leveza ao que se discute na história.
  
 Enfim, pode-se dizer que o filme é uma boa distração, sem grandes emoções, mas que alcança o seu objetivo de passar a mensagem de que certas coisas fogem da nossa vontade, de que é preciso aceitar as diferenças, e de que é preciso "Apenas viver bem", por isso, "Apenas viva!"

Título original: Me before you
Direção: Thea Sharrock
Roteiro: JoJo Moyes
Duração: 110 min
Gêneros: Romance, Drama
Elenco: Emilia Clarcke, Sam Claflin, Janet Mc Teer, Matthew Lewis, Jenna Coleman, Charles Dance, Steve Peacocke...
  O

terça-feira, 21 de junho de 2016

A vida nos exige coragem...


      Uma das principais certezas dessa vida é a de que devemos ter coragem para enfrentá-la. Em um mundo repleto de covardias, só nos basta sermos firmes, e corajosos o suficiente para lidar com as diversas situações. E isso nos exige que não fiquemos trancados em nós mesmos, vítimas de traumas e desilusões. As feridas precisam ser encaradas para que apenas se tornem cicatrizes, e não devemos nos tornar reféns delas, para que não acabem dirigindo o percurso de nossas vidas.
Existe um vasto mundo lá fora, e por isso devemos permanecer abertos. O nosso ‘mundinho’ interior é pequeno demais para a grandiosidade que a vida nos pede.
  Não devemos ficar presos a histórias que não deram certo, analisando porquês, questionando posições, ou tentando entender porque a pessoa agiu de tal forma com você. O fato é que devemos ter força para perceber que existe coisas que não foram feitas para simplesmente ser. E por isso, não devemos nos machucar mais cortando nossas asas, ou nos prendendo ao que poderia ter acontecido. Aceite, não foi.
   Porém, lembrem-se, seus atos definem como as pessoas agirão com você. Não estranhe silêncio, ausência, decepção. Seja sempre honesto consigo e com os outros, e aproveite para ser sincero também. Ser pego de surpresa pode ser ruim demais, então vai lá, fala a verdade, isso evita distanciamentos.
     Enfim, a nossa mente deseja o céu, a nossa vida deseja a intensidade, e por isso precisamos ser heróis, precisamos ter coragem...