quarta-feira, 20 de julho de 2016

Sobre amizade, para os amigos...




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   Soube que o dia 20 de julho é marcado em alguns países pela comemoração do dia do amigo. Então, descobri que esta data foi criada pelo médico
argentino Enrique Ernesto Febbraro, que viu a chegada do homem a lua, em 20 de julho de 1969, como sendo uma prova de que se o homem unir-se com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis. Foi aí que me coloquei a pensar sobre que tipo de amizade estamos cultivando, em tempos de whatsapp e onde as pessoas se limitam a deduzir quem você é pela foto do perfil e suas postagens. Às vezes tenho a impressão que antigamente nos preocupávamos mais com nossos amigos, talvez porque eles eram o nosso maior motivo de sair de casa, de ir para a escola. Talvez porque naquela época não exigíamos tanto das pessoas e nos cobrávamos menos, talvez apenas porque valorizávamos mais o significado daquela pessoa em nossa vida.




   Entendo que ser amigo é viver trocas sinceras, viver sentimentos bons, criar conflitos e saber pedir desculpas, é orgulhar-se do amigo diante de suas decisões, desafios e conquistas, é estar presente e ser presença na vida de alguém. Mas sei o quanto é difícil manter contato constante. A vida vai nos levando em suas voltas, e nós vamos nos distraindo. E no meio disso tudo, novas pessoas surgem, novas amizades são feitas. E aí os amigos antigos permanecem em nossas lembranças, talvez em uma foto, em uma curtida no Facebook, naquelas frases do tipo “estou distante, mas me lembro de você”, e então saberemos que a amizade não acabou, apenas a distância que chegou e acabou com a convivência. E tenham certeza, os bons tempos de amizade raramente voltam atrás, mas ficam guardados em um lugar muito especial dentro de nós.
   Eu tenho amigos de todos os tipos: os que me conhecem ao avesso, os que não me dizem nada, mas me falam muito com um olhar, os amigos do “estou sempre aqui”, e aqueles do “a gente se vê” ou do “eu avisei”. Tenho ainda uns que não sei como a amizade surgiu, só sei que existe, e é tão forte que chego a duvidar que um dia a gente tome rumos diferentes. Ainda tenho aqueles que sabem que podem sempre contar com meus ouvidos e meus conselhos não tão bons, mas que tem dificuldade em me ouvir e me dar conselhos. Os que vivaram parceiros na vida, sócios, que rimos, saímos e trabalhamos juntos. E há os que digo para a família que são meus amigos da igreja, para facilitar a identificação.
   Não sei se ao final dessa reflexão eu possa afirmar que seja uma boa amiga. Talvez eu tenha muita coisa a trilhar ainda. Mas aos meus amigos prometo me esforçar mais nessa missão, pois acredito que amizade é escolha, e toda escolha exige dedicação, mesmo que seja apenas uma curtida em uma foto para dar aquele apoio, e mostrar que eu estou bem ali.



   
    

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