sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sim, faça coisas como MULHERZINHA




    
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   Nos últimos dias estamos vivenciado as olimpíadas aqui no Brasil, e muito se tem falado sobre a atuação dos nossos atletas e suas conquistas e derrotas. Eis que surge uma grande discussão sobre a equipe de futebol masculino e sua fraca atuação. E aí que o jogo acaba e os comentários são: "os caras jogaram como uma mulherzinha". Vale a pena lembrar que já tem um certo tempo que nossa seleção está bemmmm fraca. Eu, uma apaixonada por esses eventos esportivos, estou lendo as notícias, acompanhando os jogos, e tenho me deparado com uma surpresa das pessoas com relação a participação e desenvoltura do futebol feminino. Lembrando, isso também não é novidade. E nas redes sociais começaram a aparecer memes e frases falando sobre o empoderamento feminino e sobre a expressão "Jogue como Mulherzinha". Confuso né?!



  Então veio em minha mente um contexto histórico por trás disso tudo. Por quanto tempo vemos lutando para mudar essa visão estereotipada do que é ser mulher? Por quanto tempo fomos deixadas de lado, por sermos consideradas frágeis demais? Quantas vezes ouvimos a frase: "vai mulherzinha" ou "faz tudo como mulherzinha" como uma forma de ofensa para outras pessoas? Por quanto tempo nós mulheres ouvimos esse termo como se fosse algo de menor força ou qualidade? Qual é o problema de ser mulher? Somos mulheres, então, nada mais justo que fazer coisas como uma mulher. 

Rafaela Silva e a primeira medalha de ouro!


    Me deparar com essa admiração toda dos brasileiros com relação ao potencial feminino me soa de forma no mínimo estranha. Há anos que temos excelentes atletas, de destaque, e não pelo penteado feito para jogar a partida, e sim por jogar com raça e vontade de ganhar.
   Em 2014 a Always lançou uma campanha que retrata bem essa realidade, de como se interpreta essa ideia de fazer algo como menina. E nela percebemos a visão de alguns adultos de que mulher é frágil, fraca e por que não dizer 'fresca'. 

   Assim como o menino do vídeo que diz tentar proteger a irmã ao afirmar não ter agido para atingi-la, mas sim atingir às “outras meninas”, muitas vezes nós mesmas acabamos interpretando de maneira negativa o ser menina, o ser mulher. Talvez isso seja por causa da nossa criação, ou pela cultura desenvolvida ao longo dos anos. Mas é preciso entender, que essa visão já é ultrapassada demais. Que mulher não vive só de salão de beleza e lojas de calçados e roupas. É preciso questionar a cultura do machismo para garantir às mulheres a consciência de seu poder e força. Dar uma conotação pejorativa e fraca ao ser mulher é espalhar a submissão e a insegurança. E tenho dito!!


The Huntsman: Winter's War movie woman emily blunt jessica chastain

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