quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Sentiu saudades? Apareça

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        Quantas vezes você encontrou com alguém e essa pessoa fez e ai sumida!!! Quando na verdade você não sumiu, você esteve sempre no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas, e muitas vezes até tentou falar, ou se encontrar com essa pessoa. Mas não tem jeito, sempre levaremos esse nome de sumida, ou de alguém que não está nem ai para os amigos.
         Porém, existe pessoas que ao sentirem saudades fazem diferente, ao invés de colocar a culpa para o outro dá um jeito de estar ao lado, de saber como está. Um tipo de gente que derruba os muros que nos isolam, e constroem escadas e pontes maravilhosas, capazes de manter os laços.
         Quem nunca se viu em um diálogo do tipo:
- Oiiiiii!
- Olá amigaaa...como você está?
- Estou bem e você?
- Bem também, quanto tempo né? Vamos marcar algo?
- Vamos sim, só combinar...
         E então? Você tem noção de quanto tempo essas duas pessoas demoraram para marcar esse encontro? Talvez até hoje permaneçam no “vamos combinar”. Pois é, isso nos soa muito familiar. Nossos grupos de WhatsApp estão repletos desse tipo de diálogo em que as pessoas até parecem com vontade de se encontrar, mas que no fim não definem hora, data e local.
       Sei bem disso, por que também já fiz isso. Por diversas vezes disse “a gente combina” e não sai da frente da TV e da Cia da Netflix. Porém, esse tipo de atitude é típico de quem quer se iludir e iludir os outros com aquela sensação de que, se eu falei em combinar eu não estou tão ausente assim.
        Esses infinitos papos virtuais não são suficientes para mantermos as nossas relações, na verdade ajudam a ‘superficializar’ as amizades. Aceitar a comodidade do Alô pelo aplicativo é enfraquecer laços, é aceitar que a saudade surge e que você não faz nada para acabar com ela.
         Precisamos ser melhores nas nossas relações, precisamos ter atitudes, tomar iniciativas. Por isso, quando seu amigo não ligar, não espere que ele venha até você. Sentiu saudades? Apareça! Ligue, faça um convite irrecusável, vá ao encontro, marque coisas concretas. Amigos são plantas que precisam ser regadas, para que possam mostrar suas belezas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Por uma vida com menos julgamentos!



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  Inicio o texto dessa semana fazendo uma proposta: Que tal julgar menos e fazer o seu?!! Quase a típica e um tanto grosseira frase “cuide da sua vida”. Pois é, acredito que tudo seja uma questão do quanto você dá importância a certas coisas e desvaloriza outras (geralmente quando não são do seu agrado e interesse), e para essas que você não gosta descarrega todo o seu ódio. Ai fica a pergunta: Qual a necessidade disso?
   Já ouviu falar na palavra Gosto? Pois é, ele se discute sim, mas acima de tudo, ele deve ser respeitado. O que é ruim para você é ótimo para alguém, e ponto. Não há o que questionar.
  Mas o problema é o que vemos diariamente estampado nas manchetes de jornais, nas coberturas de TV e nas redes sociais. Cada dia mais a intolerância toma mais espaço entre as relações sociais. Viramos uma sociedade racista, intolerante e hipócrita.
   Sim, a hipocrisia é o que domina por aqui. Vamos aos exemplos, a pessoa usa carteira falsa de estudante, mas critica quem fura a fila, o sujeito condena quem joga Pokémon, mas está na fase 237 do Candy crush, o outro sonega um carro no Imposto de Renda, mas se acha no direito de criticar um rico que sonegou uma casa em uma ilha. Realmente tudo é questão de proporções e o quanto se está envolvido.
   Não estou querendo vender a ideia de que não devemos falar sobre os erros humanos, ou criticar mesmo certas atitudes. Mas que tal pensarmos mais na forma como o fazemos, ou analisarmos melhor os nossos atos? Dia desses vi uma reportagem sobre a situação de funcionários públicos reclamando sobre a situação precária de trabalho, perdendo direitos, diminuição salarial. Uma tristeza realmente. Porém, o inusitado da reportagem foi ver alguém dizendo que isso era uma violência contra o funcionalismo. E de repente, eis que surgem dezenas deles jogando cones, latas e xingamentos contra um repórter que ali estava fazendo o seu trabalho. E ai? Não é violência também? São sobre essas atitudes que estou me referindo, a ideia do “sujo falando do mal lavado”, reclamar daquilo que também se faz. Condenar alguém em algo que você também pratica. Dessa forma, o julgamento tornou-se algo presente e constante em nossas vidas.

   E sinceramente, cansa. Cansa ver os discursos de ódio, cansa o desrespeito, cansa saber a quantidade de gente incomodada com a sexualidade alheia, com a roupa que veste, com a cor do cabelo. Mesmo diante de tudo isso, estou preferindo ainda ter esperanças de que a humanidade um dia melhore, em que não verei tanto mimimi nas redes com essa gente que acha que tem rios de coisas para fazer, mas que se ocupa em escrever textões condenando o gosto dos outros, enchendo a minha timeline. Prefiro ter esperanças de uma vida com menos hipocrisia e mais liberdade, com gente que se respeita e se aceita.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Carta para você que é meu inesperado

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E nas idas e vindas da vida você surgiu. Eu, que estava em mais um momento de distração fui pega de surpresa. Eu, que havia decidido que o bom da vida é ser livre resolvi dar uma chance a esse nó que nos une. Resolvi me permitir, na verdade, acho que resolvi permitir que você tentasse transpor uma barreira que eu mesma criei aqui no meu coração.

Não sei o que irá acontecer daqui pra frente, confesso que não estou pensando muito nisso. Apenas estou deixando acontecer, sem pretensões, nem expectativas, só permitindo você me fazer e ser um bem na minha vida.

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Sei que é cedo para agradecer pelo o que você tem feito por mim, mas é que aprendi que devemos sempre ser gentis, e com quem nos faz algo de bom devemos também agradecer. Por isso, obrigada! Pelo riso fácil, pela compania, pelo silêncio oportuno, pela falta de planos e excesso de vivências. E me desculpa por não ter colocado os dois pés ainda nessa história, é que as barreiras foram quebradas, mas eu ainda preciso reaprender a andar. Prometo a você que não vai demorar muito, porque sua mão está firme na minha, e eu vou confiando mais e mais a dar outro passo sem ter medo de cair.

Deixa-me confessar a você uma coisa, às vezes já não lembro mais de algumas experiências anteriores, que me causaram tristeza e que tanto me machucaram. E isso com certeza ocorre por todas as vezes que lembro da primeira vez que meu olhar cruzou com o seu. Sinceramente, acho que fomos agraciados com o dom de aceitar que alguém pode entrar em nossa vida e torná-la mais linda e feliz. E quando isso é de verdade é raro, assim como é raro o amor.

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Sobre o nosso amanhã não quero pensar, só me deixa tentar também ser flores em sua vida, sem promessas, só nos deixando viver essa experiência do acaso de ser amor.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vamos falar de casamento?

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   Calma, eu não vou fazer pressão aqui sobre suas histórias longas que já deveriam ter virado casamento. Nem muito menos bancar a terapeuta de casais. Na verdade ando bem longe dessas coisas. Mas é que em uma conversa, que há muito tempo não tinha, pude parar para refletir sobre o casamento. Que “instituição” é essa que exige tanto das pessoas? O que é preciso para viver o ‘felizes para sempre’? 
   Tenho muitos amigos já casados, muitos que estão vivendo a experiência de uma preparação para esse sacramento. E claro, diante disso eu paro e penso que há uma possibilidade de isso chegar na minha vida também. E fico diante daquela dúvida boba, será que eu nasci para isso? 
   Sim, eu acredito que existe pessoas que definitivamente não nasceram para dividir o creme dental com outra. Creio que para homens isso deva ser bem mais difícil né? (puxando para o lado de vocês viu meninos?! Rsrsrs), porque nós mulheres viemos desde criança com o sonho de casar, de ter sua casa e filhinhos. É quase fisiológico!!! rsrs...
   Eu sempre quis planejar a vida, apesar de viver cada dia de forma intensa, retirando aprendizado de tudo. E nesses planejamentos sempre dizia, casarei quando chegar aos 30. Antes disso não terei minha estabilidade e a maturidade suficiente para encarar a vida a dois. Certo, a estabilidade chegou, os 30 também, e a maturidade??? Confesso que eu adoro a vida que levo, amo a independência de sair de casa e ganhar o mundo, gosto demais dessa coisa de decidir fazer algo e não depender da resposta de ninguém. Mas sei que também amaria fazer isso tudo com a pessoa que eu escolhesse (e me escolhesse também) para viver. Dessa forma volto a me deparar com as mesmas dúvidas de quando vou estar pronta. E diante dessa dúvida, talvez o mais correto seja saber esperar, afinal de contas nosso querido amigo tempo é capaz de clarear as ideias e abrir os olhos na hora das decisões.

   Sempre escuto as histórias dos meus amigos casados, me divirto com algumas e aprendo muito também. E chego a conclusão (muito óbvia por sinal) que o matrimônio vai exigir que você seja capaz de renunciar seu eu em alguns aspectos, e exigir mais ainda que você eleja o que realmente importa para tentar ser feliz a dois: amor, estabilidade, lealdade, desejo e por ai vai. Diante disso, prefiro esperar para conhecer aquele que eu sentirei que seremos cúmplices nessa vida, ai tudo isso virá em consequência, e talvez viva o Para Sempre!!! 

   Por isso repito, vamos nos permitir mais. Conhecer mais das pessoas, de suas histórias, e assim aprender mais também. Vamos dar oportunidades às pessoas de nos fazer conhecer e serem conhecidas, e dar valor ao que realmente importa. O casamento é realmente uma união de almas, que decidem partilhar da vida juntos. E que talvez nunca achemos que estaremos preparados para isso, porque não é algo 100% racional, requer muito mais, exige sentimento de verdade. Por isso, aprender a saber o que realmente devemos valorizar no outro é o primeiro passo, até porque, beleza pode até pôr a mesa, mas não mata a fome. Dinheiro pode até comprar momentos felizes, mas não comanda o coração!!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Por uma vida com menos incertezas

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   Desde quando nascemos a vida nos molda a buscar as suas certezas, mesmo que seja um simples manter os pés fixos ao chão.  E por isso, não estamos preparados a viver com as dúvidas, porém optamos muitas vezes por elas pelo medo de tentar, de arriscar uma nova história.
   Certo dia ouvi a seguinte frase: “O medo de perder, nos tira a coragem de vencer”, e foi a partir daí que eu tentei, me arrisquei, joguei limpo, fui clara comigo e com meus sentimentos. Optei pela certeza do que viveria no lugar da incerteza do que o meu silêncio me reservava.
   Não julgo aqueles que silenciam, pois também já fiz muito isso. Preferia manter o que já achava que havia conquistado para não arriscar algo mais. Mas hoje, diante das coisas que já vivenciei posso dizer: E se não tivesse arriscado? Como estaria minha vida hoje? Estaria eu aqui escrevendo essas palavras se não tivesse escrito há meses atrás a primeira linha?
     A vida exige de nós as tentativas, ela é dinâmica e por isso pede movimentos. E para isso não podemos dar espaços para incertezas e medos. Quando não enfrentamos as situações e permanecemos nas dúvidas sofremos ainda mais, porque damos brecha às expectativas. E não há nada pior que viver de expectativas!
     O resultado das nossas escolhas são sempre tão incertos que não vale a pena deixar de fazer certas coisas. Ver para crer, fazer para viver, arriscar para não perder. Quem se esconde em incertezas perde a chance de saber o que a vida lhe reserva.