terça-feira, 8 de novembro de 2016

Vamos falar de casamento?

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Calma, eu não vou fazer pressão aqui sobre suas histórias longas que já deveriam ter virado casamento. Nem muito menos bancar a terapeuta de casais. Na verdade ando bem longe dessas coisas. Mas é que em uma conversa, que há muito tempo não tinha, pude parar para refletir sobre o casamento. Que “instituição” é essa que exige tanto das pessoas? O que é preciso para viver o ‘felizes para sempre’? 

Tenho muitos amigos já casados, muitos que estão vivendo a experiência de uma preparação para esse sacramento. E claro, diante disso eu paro e penso que há uma possibilidade de isso chegar na minha vida também. E fico diante daquela dúvida boba, será que eu nasci para isso? 

Sim, eu acredito que existe pessoas que definitivamente não nasceram para dividir o creme dental com outra. Creio que para homens isso deva ser bem mais difícil né? (puxando para o lado de vocês viu meninos?! Rsrsrs), porque nós mulheres viemos desde criança com o sonho de casar, de ter sua casa e filhinhos. É quase fisiológico!!! rsrs...

Eu sempre quis planejar a vida, apesar de viver cada dia de forma intensa, retirando aprendizado de tudo. E nesses planejamentos sempre dizia, casarei quando chegar aos 30. Antes disso não terei minha estabilidade e a maturidade suficiente para encarar a vida a dois. Certo, a estabilidade chegou, os 30 também, e a maturidade??? Confesso que eu adoro a vida que levo, amo a independência de sair de casa e ganhar o mundo, gosto demais dessa coisa de decidir fazer algo e não depender da resposta de ninguém. Mas sei que também amaria fazer isso tudo com a pessoa que eu escolhesse (e me escolhesse também) para viver. Dessa forma volto a me deparar com as mesmas dúvidas de quando vou estar pronta. E diante dessa dúvida, talvez o mais correto seja saber esperar, afinal de contas nosso querido amigo tempo é capaz de clarear as ideias e abrir os olhos na hora das decisões.

Sempre escuto as histórias dos meus amigos casados, me divirto com algumas e aprendo muito também. E chego a conclusão (muito óbvia por sinal) que o matrimônio vai exigir que você seja capaz de renunciar seu eu em alguns aspectos, e exigir mais ainda que você eleja o que realmente importa para tentar ser feliz a dois: amor, estabilidade, lealdade, desejo e por ai vai. Diante disso, prefiro esperar para conhecer aquele que eu sentirei que seremos cúmplices nessa vida, ai tudo isso virá em consequência, e talvez viva o Para Sempre!!! 

Por isso repito, vamos nos permitir mais. Conhecer mais das pessoas, de suas histórias, e assim aprender mais também. Vamos dar oportunidades às pessoas de nos fazer conhecer e serem conhecidas, e dar valor ao que realmente importa. O casamento é realmente uma união de almas, que decidem partilhar da vida juntos. E que talvez nunca achemos que estaremos preparados para isso, porque não é algo 100% racional, requer muito mais, exige sentimento de verdade. Por isso, aprender a saber o que realmente devemos valorizar no outro é o primeiro passo, até porque, beleza pode até pôr a mesa, mas não mata a fome. Dinheiro pode até comprar momentos felizes, mas não comanda o coração!!!

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