terça-feira, 28 de julho de 2020

Não espere a vida passar enquanto encara a tela do celular

Era ele ou eu” – Aspas e Vírgulas
Imagem: Reprodução

O que vem acontecendo em nossas vidas nesses últimos meses não é mais novidade. Estamos enfrentando uma pandemia que nem sabemos as proporções que ainda vai atingir. Cada dia é uma luta, uma tensão, e muitas dúvidas. Certamente aquele ano de 2019 que muitos reclamaram deve observar esse de 2020 e dizer: ‘Olhae, eu disse que ainda poderia piorar’.

Bem, não venho tratar de uma visão pessimista das coisas. Longe de mim. Muito pelo contrário, venho propor uma coisa. Pare um pouco (tudo bem, eu sei que é isso que você tem feito praticamente durante todo esses últimos meses), mas responde aí a seguinte pergunta: Você já parou para pensar em como você explicará o ano de 2020?

Para muitos, a resposta será algo como: ‘Foi o ano em que vivi da sala para o quarto, do sofá para a cama, vendo todas as séries, reprises e me debruçando em meu celular. Nunca fui tão sociável’. Para outros, estamos sendo peças de uma história que em nada somos os protagonistas. Porém, a forma como a estamos enfrentando é que irá documentar tudo isso para o resto de nossas vidas.

Dias desses li a seguinte postagem no Twitter: “Eu não aguento mais não aguentar mais, e mesmo assim continuar aguentando sem previsão de deixar de aguentar mais”(@rauqmp3). Confuso? Talvez! Mas é justamente assim que temos nos sentido nesses meses. E tem dias que nos sentimos ainda mais exaustos.

Quantos já me disseram que não aguentam mais ver séries, ler livros, participar de reuniões por vídeo conferência? Muitos!!! Quantos estão enfrentando o desejo frenético de furar a quarentena e socializar de verdade? Outros tantos. Porém, muitas outras pessoas aproveitaram esse momento para se reinventar, buscar novos sonhos, ou voltar a pensar naqueles que já existiam. Algumas pessoas buscaram o autoconhecimento, se dedicaram a novos projetos, descobriram novas habilidades, deram mais atenção aos familiares e amigos, e há quem até tenha reconhecido em alguém um amor. Eu sei, a vida parece que deu uma pausa, mas você não precisa enfrentar esse momento apenas encarando a tela do seu celular.

Esse tempo não deve ser enfrentado com desesperança. O futuro ainda está sendo construído com o que estamos fazendo agora, nesse momento presente. Essa pausa que parecemos enfrentar não será inútil. Nossos hábitos mudaram, talvez permanentemente. Talvez tenhamos que enfrentar o que chamamos de um novo normal, e provavelmente não voltaremos aquilo que considerávamos habitual.

É preciso que encaremos tudo de frente, este ano não está perdido, e cada minuto de tudo que estamos vivendo servirá para a formação de quem seremos lá na frente. Por isso, lembre-se, somos resilientes, nos adaptamos, e somos capazes de superar mais esse momento difícil. As coisas existem ao nosso redor da forma como conhecemos por causa da maneira que a enfrentamos e interpretamos. Então, a escolha é sua, você vai querer passar pela vida encarando-a de forma pessimista, vai deixar que ela simplesmente passe por você, ou vai decidir tomar as rédeas se autorremodelando para se encaixar melhor com as peças que elas nos dá?

terça-feira, 21 de julho de 2020

A vida não é feita de fórmulas

Método de completar quadrados - Mundo Educação
Imagem: Reprodução

Muitas vezes, quando alguém vem nos contar algo, já pensamos em mil e uma soluções. Afinal de contas quando o problema é do outro, resolver é algo muito fácil. Basta que alguém diga: “o que você acha que devo fazer?”, que você já vem com uma gama de receitas prontinhas, e ainda diz: “Amiga, vá por mim”, como se a vida fosse assim, organizada e resolvida a partir de fórmulas prontas.

Porém, a nossa vida é uma sequência de situações, encontros e desencontros com pessoas e com o mundo. Sendo assim, essa mesma vida não nos deixa transformá-la em fórmulas de forma alguma. É querer simplificar demais algo tão intenso e tão cheio de caminhos.

Além do mais, cada pessoa tem sua própria forma de buscar os seus desafios, encará-los e resolvê-los. Quantas vezes demos conselhos e a pessoa foi lá e fez justamente o oposto? Isso porque cada pessoa tem sua individualidade, tem sua forma de encarar e simplesmente, resolver a sua própria vida. Mas nós insistimos em ter fórmulas prontas para curar, ajudar e solucionar a vida dos outros. Porém, em muitas situações não somos capazes de responder uma questão que a própria vida faz para nós.

Não estou aqui para dizer que você não pode dar conselhos. Afinal de contas é tão bom sabermos que alguém confia em nós, e é melhor ainda quando sabemos que de alguma forma ajudamos alguém. Porém, ao fazer isso, não coloque suas experiências e a forma como você as encarou como a melhor maneira da outra pessoa encarar suas próprias dificuldades.

Lembro-me das várias coisas que fiz achando que estavam certas e deram errado. Das tantas outras que fiz achando que dariam errado e deram super certo. Lembro-me também de encarar as coisas com leveza e elas virem como um turbilhão em minha vida. E outras que achei que viriam com tudo, e simplesmente passaram e quase nem senti. Ou seja, a vida não tem receitas, ela vem com suas histórias e caminhos, erros e acertos, sem fórmulas, ou procedimentos rígidos a serem seguidos. Ela só nos exige uma coisa: viver. E para vivermos é preciso encararmos as situações à nossa maneira, absorvendo o que as pessoas nos falam, filtrando sempre as nossas atitudes e pensamentos, e assim, criando nossas próprias soluções. Mas lembrando sempre que em algum momento pode dar errado, e isso é normal, é aprendizado. A vida não tem estratégia correta a ser seguida, ela só quer que a gente faça coisas, e o resultado? Só o tempo nos mostrará. E como já dizia a grande 'filósofa' Dory: “Continue a nadar...”.

 

 

 

 



terça-feira, 14 de julho de 2020

Aceite, ninguém muda ninguém


Imagem: Reprodução

O que é mais difícil para você, aceitar o outro como ele é ou tentar mudá-lo? Você já parou para pensar em quantos relacionamentos são vividos nessa busca constante por mudança daquele que está ao lado?

Esperar que alguém mude por você costuma ser um sofrimento um tanto quanto inútil. Desejar que o outro o tempo todo corresponda às nossas expectativas ou que seu comportamento melhore por completo, gera um grande desgaste, pois isso pode nunca se tornar uma realidade.

Pare para pensar, quando você acredita que alguém vai se virar do avesso, mudando quem é e suas atitudes, pensamentos e comportamentos frente às situações, cria em você algo danoso e desgastante, chamado de expectativa e dependência emocional.

E isso é viver esperando quase um milagre. É preciso compreender que, antes da pessoa lhe conhecer ela já possuía sua própria história, seus pensamentos e costumes. Talvez, ela até afirme, vou mudar, e você acabe acreditando, afinal de contas o coração apaixonado tem dessas coisas. Mas, na primeira oportunidade as situações se repetem.

Sendo assim, que tal analisar o que você é capaz de aceitar da outra pessoa para assim conviver com ela? Aceitar não quer dizer que você está sendo permissivo com aquilo que lhe traz algum desconforto. E sim, que você analisou se é capaz de tolerar aquela situação para viver um relacionamento. Se relacionar com alguém alimentando a ideia de que irá mudá-lo em algum momento, é achar que você é capaz de dirigir a vida do outro. Lembre-se, as pessoas chegam até nós carregando suas próprias histórias. E sendo bem sincera, não vai rolar. Aceite, ninguém muda quem não quer ser mudado.

Preste atenção no que você tolera e no que para você é inadmissível. Porém, analise isso antes de que o seu relacionamento se torna algo mais sério, como um casamento. Por exemplo, você não aceita que a pessoa tenha algum vício. Se ela tiver valerá a pena casar por achar que você irá proporcionar a mudança? Casamento ou namoro não muda ninguém que não queira mudança para si.

A convivência aflora os defeitos, por isso, analisar aquilo que você é capaz de suportar, é uma atitude prévia, e não durante. É claro que nunca saberemos tudo do outro, e será a convivência que irá nos mostrar. Porém, lembre-se, não caia na ilusão de achar que amor é suficiente para mudar alguém. A verdadeira mudança vem daquele que se predispõe mudar por simplesmente querer fazer o outro mais feliz.