segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Gratidão a quem decide ficar

 A diferença de religião nos relacionamentos    

Imagem: Reprodução 

 

Defeitos, quem não tem??? Lidar com eles é uma escolha. Acredito que tem tanta gente sem disposição para isso que prefere sempre seguir adiante... Naquela ideia do Próooximo!

Esperamos sempre o melhor das pessoas, e claro, que em muitas situações são sempre as coisas boas que nos são apresentadas. Porém, não devemos viver da ingenuidade de que o outro sempre estará 100% disposto a mostrar o seu melhor. Um dia algo falado vai incomodar, uma atitude chamará atenção, uma omissão vai soar pesada demais. E isso é normal, e se chama conhecer bem a outra pessoa.

Eu reconheço meus defeitos, às vezes eles nem ficam tão claros. Mas estão ali, e em algum momento vão surgir. Eu tenho um olhar que é transparente demais, e que muitas vezes gera desconforto nas pessoas. Meu humor tem uma tendência a ser sarcástico, e eu às vezes ignoro certas discussões. Mas saibam, me policio muitas vezes nesses e em tantos outros defeitos. Contudo, não posso garantir que um dia teremos a ausência real deles.

É por isso que conhecendo os meus defeitos, ou seja, conhecendo um lado que existe em mim, agradeço a quem decide permanecer ao meu lado, pois significa que, mesmo diante dessas fraquezas, escolheu ficar.

Agradeço a quem me permite ser quem sou, em minha essência, com os tais defeitos, com a dificuldade que tenho de ser mais clara em meus sentimentos. E agradeço mais ainda, pois sei que decidiu ficar não pela simples falta de opção, mas porque foi capaz de enxergar meu verdadeiro eu.

Agradeço também por essa coisa de não querer consertar a pessoa que sou, mesmo sabendo que garanto esforço em mudar “algumas peças”. Agradeço por não ter criado expectativas, e ter me permitido apenas demonstrar quem eu sou.

Sou imperfeita, eu sei... E a cada pessoa que decide permanecer em meu convívio, sou grata, e busco melhorar essa versão que hoje se apresenta de mim. Já disse que não posso garantir mudanças, mas demonstro esforços.

Sou um projeto inacabado, com peças faltando, outras em excesso. Mas extremamente grata e feliz, por reconhecer que a construção se dá a cada dia, e que mesmo nessa demora na produção, há pessoas que simplesmente decidiram arriscar e ficar.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O que há até o mergulho profundo?

 Um mergulho profundo em nosso Eu interior – Trabalhadores da Luz 

Imagem: Reprodução

Quantas vezes ouvimos as pessoas nos dizendo, “vá devagar, não mergulhe de cabeça”. Eu compreendo bem essa preocupação que temos em nossas entregas. Nem sempre estamos preparados para realizar grandes mergulhos.

Porém, o problema não está em ter medo de mergulhar, e sim, o pensamento negativo do e se não der certo e eu afundar? Então, que tal começar pela parte mais rasa. Afinal de contas, não há problema algum com o raso.

Podemos comparar até mesmo com as instruções que recebemos dos nossos pais quando crianças, quando eles diziam, “não vá para o fundo, fique no raso”, onde tudo nos amedrontava, e aos poucos íamos criando coragem, pois sabíamos que ali poderíamos confiar.

Assim também são as nossas relações. Temos receio, apesar de desejarmos isso, do impulso direto ao mais profundo. Por isso, que é tão interessante compreender essa ideia do que o raso pode nos proporcionar.

Imagina que você sabe que no mais profundo do oceano tem lindos cenários, animais de grande porte, que lhe proporcionaria sensações indescritíveis. Mas, para chegar lá, você começa pelo raso, a parte inicial, e descobre que ali também há vida, e coisas lindas de se ver. Nesse sentindo, ir direto ao fundo, parece que nos faz pular etapas não é mesmo?

Não sou contra aos mergulhos diretos em águas profundas. Mas trago aqui apenas uma opção a quem tem medo dessa entrega. O raso é nosso estágio do conforto, é nosso momento de demarcação, é quando conhecemos o território e sabemos como enfrentar as situações, até reconhecermos que podemos seguir mais para o fundo.

Porém, é importante frisar que não dá para permanecer no raso por medo ou qualquer outra situação por muito tempo, pois em algum momento a maré sobe, e aí você terá que decidir se segue adiante ou pula fora desse oceano. Mas lembre-se, o medo de se afogar pode nos tirar a grande chance de realizar lindos mergulhos e de simplesmente começar a nadar.