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Cães e Gatos: Principais doenças que podem atingir seu bichinho

Postado por admin | Categoria: Saúde



Estas são as principais doenças que podem atingir cães e gatos, portanto, fique atento:

CÂNCER

O câncer é uma proliferação desordenada de células em qualquer tecido do corpo, que atrapalha seu funcionamento. É uma doença muito perigosa, que afeta principalmente os cães mais velhos. Das doenças, é a que mais mata os cães, com 47% dos óbitos. Sua origem é ainda desconhecida, mas sabe-se que a má alimentação, toxinas ambientais e predisposição genética podem estar relacionados ao seu aparecimento. O risco da ocorrência do câncer cresce à medida em que o cão fica mais velho, e é ainda mais comum depois dos 10 anos de idade.

O que pode melhorar a qualidade e a expectativa de vida dos cães portadores da doença são o diagnóstico precoce, a melhoria das técnicas de tratamento e uma equipe veterinária integrada e dedicada. Assim, o dono do cão deve procurar o veterinário em qualquer sinal de anormalidade, como esses abaixo:

Crescimento anormal de caroços, massas ou inchaços;
Falta de apetite ou dificuldade para comer e beber;
Dificuldade para defecar, urinar e respirar;
Cansaço excessivo;
Perda de peso;
Feridas que não cicatrizam;
Sangramento em qualquer lugar do corpo;
Forte cheiro, principalmente na boca;
Falta de tônus muscular

Tratamento: Se o tumor for detectado logo no começo, pode ser retirado com cirurgia, evitando a metástase (quando uma célula ou tecido do órgão doente começa a se espalhar pelo resto do corpo, proliferando a doença), que é o grande problema do câncer. Mesmo assim, a metástase pode não ser visível instantaneamente, e ser evidenciada algum tempo depois. Os tumores benignos devem ser retirados quando começam a crescer rapidamente, pois podem se tornar malignos. O tratamento é feito por medicamentos e/ou por cirurgia. As drogas porém podem causar problemas na medula óssea do animal. Na quimioterapia, o cão, além dos remédios, precisa de muitos exames, dando uma grande despesa. A queda de pêlos não é muito severa nos cães. O mais importante é tentar fazer o diagnóstico precoce, para prolongar a vida do cão ou até curar a doença.

Alguns dados sobre o câncer nos cães:

Em cada 5 cães, 1 desenvolve a doença;
45% dos cães com mais de 10 anos morrem por câncer;
Das doenças em cães, o câncer é a que mais mata – 47% dos óbitos;
O câncer de pele é o que mais acontece nos cães;
O risco do câncer de mama, ovário e próstata é diminuído com a castração aos 6 meses de idade;
Algumas raças têm mais chance de desenvolver o câncer: Boxer , Cocker , Pastor Alemão , Golden Retriever e Boston Terrier;
Algumas raças têm pouca chance de desenvolver a doença: Poodle , Dachshund , Collie e Beagle.



CATARATA

A catarata atinge o olho do cão, causando a opacidade do cristalino, que é uma lente transparente, cuja uma pequena alteração já causa dificuldades na visão. Ela é classificada de três modos: pela sua localização (caráter anatômico); pelo grau de evolução – cataratas imaturas, maduras e hipermaduras; e pelo tempo do seu aparecimento – cataratas congênitas (nascidas com o cão), juvenis e senis (que aparecem com a idade).

Sintomas: Os sintomas podem ser detectados com facilidade algumas vezes, mas em outras, são difíceis de serem identificados. Um sinal bem comum da catarata é quando o cão começa a tropeçar e ter um comportamento agressivo ou medroso. A mudança na pupila, que fica esbranquiçada, é mais visível com pouca luminosidade. Na catarata parcial, os sintomas são mais difíceis de serem percebidos. Na catarata central, o cão pode ficar apenas com a cegueira diurna, pois durante o dia, sua pupila diminui. À noite, quando ela aumenta, a visão é recuperada.

Alguns tipos da doença, como as cataratas diabéticas, podem se desenvolver muito rapidamente, em alguns dias, precisando de um acompanhamento veterinário constante.

A catarata em cães é “melhor” do que a humana, pois o cão consegue se orientar nos ambientes que já conhece usando seus outros sentidos, principalmente o olfato. Mesmo assim, é importante procurar um veterinário em qualquer sinal de opacidade no cristalino.

Tratamento: Nos casos mais simples, os medicamentos e vitaminas já são suficientes, pelo menos por algum tempo, para manter a visão do cão, deixando a transparência suficiente para isso. Já no caso da catarata opaca, a única solução é a cirurgia, que deve ser feita o mais rápido possível, para que não aconteçam outros problemas, como o aumento de volume e da pressão intra-ocular. Os resultados das operações são geralmente muito bons, e a recuperação é rápida. O uso de colírios é feito por algumas semanas após a cirurgia, afim de evitar infecções e inflamações.



CONJUNTIVITE:

A conjuntivite é uma doença dolorosa e freqüente, muitas vezes considerada sem importância, que é uma inflamação na conjuntiva, segunda capara protetora do olho.

É também um dos sintomas da Cinomose, mas são os fatores físicos os pricipais causadores da conjuntivite, como poeira, corpos estranhos que caem na pálpebra (podem ser até pelos e cílios) e germes.

Sintomas: Vermelhidão da mucosa, intolerância à luz, que faz com que o cão pisque constantemente, fechando-lhe a pálpebra quase completamente. Lacrimejar, edema com inchaço na pálpebra, epífora também são sintomas constantes.

Tratamento: A conjuntivite deve ser tratada rapidamente, evitando maiores complicações. Deve ser o veterinário a escolher o colírio aplicado. Além disso, deve respeitar-se as indicações da prescrição: para que o efeito seja eficaz, deverá ser aplicado até 6 vezes ao dia.



VIROSES

Essas doenças são causadas por vírus. Apesar de também atingirem os adultos, são as principais causadoras de morte nos filhotes. Estes vírus não atingem as pessoas.

A contaminação ocorre através de urina, fezes e secreções de cães doentes. Pelo fato de muitos desses vírus sobreviverem por até 1 ano em condições ambientais, o local onde um cão doente esteve abrigado deve ser evitado por filhotes e cães não vacinados durante esse período de tempo.

Alguns vírus continuam a ser eliminados pela urina dos animais que conseguiram sobreviver à doença, por vários meses. Esses são dados bastante importantes. Assim, deixar de vacinar um cão e levá-lo para as ruas é um risco muito grande. Da mesma forma, os filhotes podem ter contato com o meio exterior e com outros cães somente após terminada a fase de vacinação.

Dentre as doenças, as mais temidas são a cinomose e a parvovirose, por serem bastante violentas e altamente contagiosas, causando a perda de muitos animais

Parvovirose: Causada por um vírus que produz gastroenterite hemorrágica, ou seja, o cachorro tem vômitos graves, diarréia com sangue e uma severa desidratação. Isso pode até matar os filhotes. Seu cão poderá adquirir a parvovirose quando estiver em contato com local onde há vírus se, por exemplo, lamber alguma área onde outro bicho doente eliminou as fezes.

Cinomose: Causada por um vírus que provoca sintomas de doenças do trato respiratório e, em seus estágios mais avançados, apresentam sintomas nervosos, como falta de coordenação, ataques epiléticos e tiques nervosos. O contágio acontece por meio de partículas de aerossóis que estão presentes em ambiente infectado.

Coronavirose: Produzida também por um vírus, causando gastroenterite, com sintomas de vômitos e diarréia, muitas vezes sem sangue. A doença é bem parecida com a parvovirose, mas mais branda.

Hepatite Infecciosa: Provoca nos cães vômitos, diarréia e falta de coordenação, levando o animal à morte. Causada por vírus com transmissão oronasal, ou seja, além de ingerir material contaminado, pode-se infectar por partículas de vírus presentes no ar.

Leptospirose:causada pelas bactérias Leptospira spp , provoca lesão hepática aguda, com febres altas, apatia e muitas vezes icterícia (amarelamento da pele e das mucosas). E tem mais um agravante: essa doença é transmissível aos homens e outros animais. O cão pode ser infectado pela urina contaminada , principalmente de ratos. Nesse caso, o cãozinho ingere a urina contaminada ou, nos casos mais comuns, o rato urina na ração ou na água do animal. Existe a possibilidade de infecção por meio da pele.

Parainfluenza: É um dos agentes causadores da chamada “tosse dos canis”. O vírus, não contagioso ao homem, causa uma tosse não produtiva (sem catarro), com febre baixa ou ausência dela. O quadro persiste por 2 semanas e o prognóstico é bom. Os animais se contaminam pelo contato direto com cães infectados. O período de incubação é de nove dias. A associação de outros agentes (bordetella, adenovirus ou mycoplasma) com a parainfluenza é comum, e pode causar um quadro mais severo, como perda de apetite, apatia, tosse dolorosa e febre alta.

A vacina sêxtupla ou ó ctupla combate todas essas doenças.



DISPLASIA COXOFEMURAL

A displasia é uma má formação nas articulações, na maioria das vezes, nas coxo-femurais (ligação entre a bacia e os membros traseiros). É mais comum em cães de grande porte e de crescimento rápido, embora possa acontecer em todas as raças. Acontece em machos e fêmeas na mesma frequência, e pode afetar uma ou as duas articulações (geralmente atinge as duas).

Transmissão: A doença é transmitida geneticamente, é recessiva e poligênica (determinada por mais de um par de genes). É também muito influída por fatores de manejo e do meio ambiente.

Sintomas: Dores e dificuldade na locomoção; um andar imperfeito, que afeta sua resistência; atrofia muscular; e finalmente, crepitação (estalos) ao exame clínico da articulação. Pode precisar de operação em casos mais graves, ou, na pior das hipóteses, exige o sacrifício do cão. Alguns cães precisam usar rodinhas no lugar das pernas traseiras, para conseguirem se locomover. O diagnóstico definitivo só é possível com o auxílio de Raio X, a partir de 12 meses de idade.

Categorias de Displasia Coxofemural

I. HD – (Categoria A): animal sem displasia
II. HD +/- (Categoria B): articulação quase normal
III. HD + (Categoria C): displasia leve
IV. HD ++ (Categoria D): displasia moderada
V. HD +++ (Categoria E): displasia severa

Algumas pessoas têm cães com diferentes graus de displasia mas nem sabem disso. Às vezes, acham “impossível” que o problema esteja acontecendo com seus cães, pois eles podem correr, pular e se movimentar com facilidade. Por isso, para que o problema não se espalhe, é preciso que todos façam o exame de displasia em seu cão.

Prevenção: Primeiramente, é preciso impedir os cães que são portadores da displasia moderada e severa de se reproduzirem, dando sempre prioridade aos isentos da doença. Na compra do filhote, exigir o laudo de displasia do pai e da mãe. Um dos dois deve ser isento da doença, e o outro pode ter até a displasia leve. Isso dará maior segurança, e a chance de comprar um filhote displásico será menor, mas não nula. É recomendado a todos os donos das raças propícias à doença que façam o teste no seu cão, para, na hora da reprodução, saber o que está fazendo.

Existem alguns cuidados que ajudam a minimizar a displasia no seu cão:

Não dar comida à vontade ao filhote, pois isso acelera o crescimento, facilitando o aparecimento da doença;
Evitar a obesidade;
Evitar exercícios muito precoces ou forçados, como fazer o cão acompanhar bicicleta ou outros veículos;
Evitar pisos muito lisos;
Quando a cadela tiver filhotes, colocá-los em uma superfície levemente rugosa, como a face áspera do Eucatex, para que os filhotes não escorreguem e se locomovam firmemente. Porém, o piso não deve ser tão áspero que chegue a machucar os filhotes;
A partir da idade de 3 meses de idade, são aconselháveis exercícios moderados (natação, caminhadas leves), com o objetivo de fortalecer a musculatura pélvica (única estrutura de tecidos moles que ajuda a manutenção das articulações e que pode se tornar mais forte, ser aumentada).

Exame: O exame é feito com 12 meses nos cães de pequeno porte e com 18 meses nos grandes. É algo que não é muito caro (em média R$50,00), e que dará grande segurança aos donos. O cão deverá estar em jejum de 8 horas, e tomará sedativo para relaxar sua musculatura. O proprietário deverá levar a cópia do pedigree do animal. Aviso às mamães: o exame não é aconselhável para gestantes, pois os filhotes podem ser prejudicados, e nem para cadelas que foram mães há menos de 30 dias, pois sua ossatura ainda não voltou ao normal (ela se modifica para o parto).



DIABETE

A diabete é uma doença sem cura, mas que pode ser controlada. Acontece mais em fêmeas do que em machos. Os idosos são mais afetados pela doença do que os jovens.

Causa: É um problema na produção de insulina pelo pâncreas. Esse hormônio é necessário para o transporte de açúcar do sangue para as células. Com o problema, o açúcar não é transportado do modo ideal para as células, e a energia necessária não é obtida. Todo o açúcar que está em excesso fica no sangue e na urina. Pode ser causada por problemas hormonais, obesidade ou por predisposição genética. Algumas raças como Poodle, Golden Retriever, Dachshund, Schnauzer Anão e Beagle têm mais chances de desenvolver a doença.

Sintomas: Os primeiros sintomas são muita sede e urinação excessiva. A não-absorção de açúcar pelo organismo faz com que o cão não se sacie, gerando uma grande fome. E com a falta de açúcar para obter energia, o corpo busca essa energia em outras fontes, como gordura e músculos, causando um emagrecimento progressivo. Além desses sintomas, cansaço exagerado, pelagem sem saúde, problemas de pele e perda de visão acontecem também. Ao invés da perda de apetite, o cão pode ter mais fome, mas mesmo assim, perde peso.

Diagnóstico:Na ocorrência de algum desses sintomas descritos acima, é bom desconfiar e fazer os exames. O diagnóstico é feito através do exame de urina e de sangue. Há vários produtos no mercado. O mais comum para o exame de urina é uma fita plástica que tem um reagente na ponta. Ela é mergulhada na urina, e de acordo com a cor que ela adquirir, pode-se saber se o cão está ou não com a doença. A coloração incorporada na fita vai de acordo com o tanto de glicose encontrada na urina. O exame de sangue deve ser feito na clínica veterinária.

Controle: A diabete não tem cura, infelizmente. Porém, pode ser feito um controle. É fornecida uma dieta especial, com mais fibras e carboidratos, e nada de doces. Os exercícios devem ser mantidos. O cão também precisa de injeções diárias de insulina, o que o próprio dono pode aprender a fazer. O exame regular da glicose na urina é necessário, e é feito com a fita que é mergulhada na urina.



OBESIDADE

Por convenção, o cão é considerado obeso quando está 15% acima do peso normal da raça. Estima-se que 24% dos cães são obesos. As raças mais propensas ao mal são: Labrador, Cocker Spaniel Inglês, Dachshund, Beagle e Basset Hound. Um jeito prático de se verificar a obesidade é pegar a pele do cão, à altura das costelas, usando o dedo indicador e o polegar – se o “bife” beliscado for grosso, o cão está obeso. Outro sinal é a grande quantidade de gordura ao redor do pescoço.

Alguns donos preferem dizer que seu cão está “forte”, em vez de gordo. Mas é preciso saber dos males que a obesidade pode trazer.

O que faz um cão ser obeso?

As causas da obesidade podem ser fisiológicas ou patológicas. A causa fisiológica nada mais é que comer mais que gastar. Se você ganhar R$ 100 por mês e gastar apenas R$ 80, acumulará uma reserva em dinheiro. Da mesma forma, se o cão comer mais que precisa para se manter vivo e gastar nos exercícios, ele vai acumular uma reserva excessiva – em gordura. Assim, cães que têm pouco espaço e não fazem exercícios com frequência tendem a engordar. Aqueles que comem restos de comida ou petiscos demais também estão na mira. É claro que cada raça tem uma facilidade diferente para engordar, o que influi muito. As causas patológicas geralmente estão ligadas a hormônios. Distúrbios na tireóide e nas glândulas adrenais ou ainda diabetes podem tornar o cão obeso. Alguns sinais que podem indicar esses distúrbios são problemas de pele, grande ingestão de água e alteração nos cios.

Qual o problema em ser gordo?

A obesidade traz vários problemas ao cão, a começar pela sua coluna, que fica sobrecarregada, especialmente naqueles cães mais “espichados”. Problemas de pele, dificuldade para andar, fácil perda de fôlego e comportamentos sonolentos podem aparecer. Além disso, é facilitado o desenvolvimento de problemas ósseos e nas articulações, como displasia , reumatismo e hérnia. Apesar do peso do cão aumentar, o coração fica do mesmo tamanho, e pode também se tornar uma vítima da obesidade, sendo obrigado a trabalhar mais que deveria.

O que podemos fazer?

Emagrecer um cão nem sempre é uma tarefa muito difícil.

Aqui estão algumas sugestões:

Dar a ração própria à idade do cão. Em cada fase de seu desenvolvimento, o cão tem necessidades diferentes, então deve-se dar ração de filhote para filhotes, ração de adulto para adultos e assim por diante. Além disso, siga as indicações da embalagem ou do veterinário sobre o quanto dar ao cão. Muitas vezes, só isso já resolve o problema;
Eliminar ou diminuir os petiscos e restos de comida;
Dar ração em horários específicos (1 ou 2 vezes por dia para adultos e 3 ou 4 para filhotes), para se ter um maior controle sobre o quanto o cão come;
Aumentar a quantidade de exercícios. Lembre-se que isso deve ser gradual, para que o animal vá se acostumando.

É bom lembrar que cada cão tem sua tendência própria a engordar, seu grau de atividade, sua idade, o que come além da ração. Então, as indicações nas embalagens das rações nem sempre são adequadas a seu cão. Daí a importância de consultar o veterinário.

Em relação aos problemas hormonais, leve o cão ao veterinário, para que seja determinada a causa do problema e se inicie o tratamento adequado.



OTITE

A otite é a inflação no ouvido, que é separado em 3 partes, todas interligadas entre si: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno. Ela recebe nomes diferentes, de acordo com a parte do ouvido atingida: otite externa, otite média e otite interna. Quanto mais interna a otite, mais grave ela é.

Causas: A otite pode ser causada por fungos, bactérias ou ácaros, que podem estar presentes na água da piscina ou até na água do banho. A falta de cuidados e atenção por parte do dono facilita muito o aparecimento da doença.

Sintomas: Os primeiros sintomas são sacudir a cabeça e coçá-la com a pata. Depois começa a sair uma secreção purulenta do ouvido, além do forte cheiro, o que já indica a infecção. Um sintoma da otite unilateral (em apenas 1 lado) é o ato do cão inclinar a cabeça para o lado inflamado.

Tratamento: No caso da otite externa, muitas vezes só a regularidade nas limpezas nos ouvidos já acaba com o mal. Mas no caso da otite média ou interna, já é necessário um tratamento especializado, que só poderá ser indicado pelo veterinário. O tratamento varia de acordo com o agente causador, que só poderá ser identificado pelo veterinário. Em alguns casos mais graves, o cão recebe medicação oral e tópica, e em casos extremos, é submetido a procedimentos como a lavagem otológica, que reduz a carga de agentes contaminantes no conduto auditivo.

Prevenção: A prevenção básica é o cuidado com o ouvido do cão, fazendo a limpeza regular dele. Além disso, o controle das doenças na garganta deve ser feito, pois essas doenças podem progredir até o ouvido. Na hora do banho, é bom pôr um chumaço de algodão embebido em óleo infantil nos ouvidos, ou senão tomar cuidado especial para que a água não entre lá.

Cuidados com o ouvido: Na limpeza dos ouvidos, pode ser usado um cotonete nos cães pequenos, ou uma pinça enrolada com algodão nos maiores. Umedeça o algodão ou a ponta do cotonete com uma solução meio-a-meio de álcool e éter, ou com os produtos próprios para essa limpeza existentes nos petshops, e com ele, limpe o ouvido, retirando a cera. Tome muito cuidado ao limpar a parte mais profunda, para não lesar o tímpano de seu cão! Os cães com orelhas eretas não precisam de uma freqüência muito grande de limpezas – apenas uma por mês. Mas os cães com orelhas caídas precisam de limpezas a cada 10 dias ou semanalmente, pois as orelhas caídas proporcionam no ouvido um ambiente escuro, úmido e quente, que é ideal para o desenvolvimento da doença.



SALMONELOSE

Salmonelas são bactérias que colonizam o trato intestinal de homens e animais. Elas se multiplicam dentro das células e secretam toxinas que causam infecções intestinais. Sua presença está relacionada à falta de higiene no ambiente ou nos alimentos. A contaminação nos cães e gatos ocorre pela ingestão de alimentos contaminados, crus, vencidos, deteriorados, ou de fezes nos ambientes insalubres. Sua incidência se toma mais freqüente no fim do outono e no início do inverno. Os animais jovens são mais sensíveis à doença.

Sintomas: Diarréia malcheirosa com sangue, seguida de vômitos, febre, desidratação e falta de apetite. Se não for feito o tratamento, podem ocorrer infecções em outros órgãos.

Tratamento: Feito de acordo com a gravidade da doença, mas em geral, por se tratarem de bactérias, antibióticos e medicamentos de suporte conseguem resolver o problema.

A doença é transmissível de animais para pessoas e vice-versa. Por isso, é preciso manter a higiene em casa e nos alimentos, e exigir a higiene nos estabelecimentos, principalmente nos que trabalham com alimento. Isso gera maior segurança para a pessoas e para os animais.



SARNA

A sarna é uma doença contagiosa provocada por ácaros, que são parasitas microscópicos. Nos cães, chama-se Sarna Sarcóptica, e é provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei . As lesões começam a aparecer na cabeça, bordas das orelhas, abdômen e patas, podendo se espalhar por todo o corpo. Provoca queda de pelos, descamações, feridas, crostas e até perda de peso devido à irritação e stress originados pela coceira (prurido). O contato direto com os cães doentes causa coceira e formação de pequenos pontos avermelhados (pálpulas) nos braços e no tronco das pessoas.

O diagnóstico nos cães pode ser feito pela análise ao microscópico das raspadas de pele, onde são encontrados os ácaros. Apesar disso, o exame nem sempre precisa ser feito. Muitas vezes, o histórico do caso e a descrição dos sinais clínicos, apresentando as lesões características já mostram a presença da doença, e aí iniciar o tratamento.

Uma questão importante é saber que nem toda coceira é sarna. É bom saber diferenciar a escabiose da dermatite alérgica à pulga, intoxicações por medicamentos ou por alimentos, urticárias e outros tipos de alergia.

Sempre que você desconfiar que seu cão esteja com sarna, procure logo o veterinário, para que ele identifique o problema e prescreva o devido tratamento. O tratamento depende do tipo de sarna e da gravidade dos sintomas, mas o mais comum são os banhos sarnicidas e a aplicação de um medicamento por via subcutânea.



CALOS

O atrito do corpo do cão com o piso geralmente acaba lhe causando alguns calos de apoio. Raças como Fila, Boxer e Pointer são propensas à formação de calosidades. Os calos devem ser logo tratados e se possível evitados, pois podem infeccionar, ocasionando abcessos. Para evitar o problema, passe diariamente um pouco de creme emoliente nos locais onde estão os calos. Caso eles ainda não tenham aparecido, passe o creme nas regiões do corpo do cão que estão mais em contato com o chão (munhecas, cotovelos, traseiro, joelhos, jarretes, parte inferior do tórax e dedos). Coloque também algo macio no lugar onde o animal costuma dormir, como uma cama de lona ou espuma.



FEBRE

Elevação de temperatura nem sempre significa febre, como ocorre no cio e após os exercícios intensos. Os sintomas são aumento de sede, busca de lugares frios, focinho seco e quente, branco dos olhos e parte interna das pálpebras avermelhados, apatia, falta de apetite, tremores e barriga e parte interna da orelha quentes. Para saber se o cão está febril, introduza até 2 cm no seu ânus um termômetro e o segure por um minuto. Em caso positivo, vá ao veterinário. A temperatura normal do cão adulto vai de 38° a 39° com uma variação de 0,5°C a mais no filhote.



GASTRITE

Cachorro também tem gastrite, proveniente de verminoses, infecções, ingestão de alimentos deteriorados ou de objetos estranhos.

A gastrite sempre vem acompanhada de uma inflamação no intestino. Perda de apetite, diarréia e muita sede são os principais sintomas. Se você suspeitar que o seu amigão apresenta este quadro, leve-o ao veterinário. Ele passará uma dieta adequada. Geralmente, a alimentação habitual é substituída por uma mais leve à base de leite, sopa de legumes e pão. Para evitar problemas, mantenha sua dieta sempre balanceada e nada de frutas cítricas e ácidas. Não se esqueça de lhe dar os vermífugos e as vacinas. Não deixe ao seu alcance objetos que possam ser engolidos. E, se ele não quiser comer, retire logo a refeição para evitar a ingestão de comida estragada.



VERMES NO CORAÇÃO

Cachorro de campo,cidade ou litoral, pode pegar “Dirofilariose canina” – vermes que se alojam no coracão e nas artérias pulmonares. É transmitida por mosquitos (gêneros Culex, Aedes e Anopheles). Pesquisas indicam muitos cães com o mal (Bahia, 34%, Rio de Janeiro, 25,35%, Espírito Santo, 23%, Santa Catarina, 12%, São Paulo, 8,8%). Para prevenir, dê comprimidos Cardomec Plus ou Interceptor, mensalmente: matam os vermes antes que alcancem o coração. Não use a chamada “vacina” injetável, um produto bovino. Quando a doença é detectada, geralmente está muito avançada.



TOSSE DOS CANIS

Traqueobronquite infecciosa ou “tosse dos canis” é uma doença de cães que ataca o sistema respiratório dos animais produzindo crises de tosse deixando os proprietários com a impressão de que estão com algo trancado na garganta.

O cão pode apresentar sinais clínicos que lembram muito o resfriado humano, com tosse, espirros, febre, falta de apetite e corisa.

A “tosse dos canis” pode aparecer em qualquer época do ano, porém, há uma maior predisposição em baixa temperatura.

A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e é altamente contagiosa entre os cães através do contato direto entre os animais e pode atingir animais de diferentes faixas de idade. Os agentes mais comuns que podem causar a traqueobronquite são:

vírus: parainfluenza e adenovirus tipo 2 (não transmissíveis ao homem)

bactérias: Bordetella bronchiseptica (transmissível ao homem, mas na maioria dos casos em pessoas com o sistema imunológico deprimido )

Os animais apresentam os primeiros sintomas entre 3 a 10 dias após a infecção podendo persistir com os sintomas 3 a 4 semanas. As infecções causadas por vírus normalmente são mais brandas e não requerem tratamento específico. Porém, quando mais de um agente está envolvido, principalmente a Bordetella, o quadro se torna mais grave e é necessário tratar o animal para que não se desenvolva uma pneumonia.

Outros fatores como, friagem, odores fortes, poeira, alterações bruscas de temperatura etc também podem predispor os animais a crises de tosse favorecendo a penetração de microorganismos da tosse dos canis.

A irritação das narinas pode facilitar a penetração dos micróbios existentes no chão, na terra e complicar produzindo uma secreção purulenta pelo nariz. Nestes casos se faz necessário a aplicação de antibióticos, principalmente quando estes animais apresentarem falta de apetite, febre, apatia e perda de peso.

Aconselha-se a imunização dos filhotes através do uso de vacinas intranasais a partir de oito semanas de idade com revacinação anual.

Recomenda-se ainda evitar passeios em horários ou dias muito frios. Já estamos na primavera, mas o frio teima em não ir embora. O seu amiguinho também sofre com os dias de temperatura mais baixa. Os mais afetados são os de pelagem curta. Algumas raças, como o Husky Siberiano e o São Bernardo, possuem características que os fazem mais resistentes ao frio (subpêlo e maior camada de gordura sob a pele).

Fonte: mundodehusky

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Outras listas

  1. Raquel Lima
    30/05/12

    Vamos cuidar dos nossos animais. Fico muito chateada qdo uma pessoa pega um animal para deixar sofrendo.

  2. Eliane Carneiro
    15/06/12

    ANIMAIS DEVEM SER TRATADO COM AMOR POIS SAO CARINHOS E ACEITAM O SEU DONO SAO CAPAZES DE MORRER DE SAUDADE.

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